Centro de Equilíbrio

A sociedade do consumo, marcada pela pressa e pela promoção de relações descartáveis (entre outras coisas), afeta negativamente o processo de constituição da subjetividade humana, ou seja, muitas pessoas não passam pelo processo de se constituírem inteiras, de se reconhecerem na confluência de seus limites e potencialidades, ainda não descobriram dentro de si um centro de equilíbrio, um lugar onde é possível se refugiarem e recuperarem as forças para seguir em frente. Essas pessoas projetam sua felicidade e bem estar em uma realidade externa, principalmente em outras pessoas, as quais devem corresponder as suas expectativas e saciarem sua ânsia por algo que na verdade nem se sabe muito bem do que se trata; ao final nossas relações tornam-se se fonte de “entretenimento”.


Duas questões são importantes neste contexto: a primeira implica uma constante dependência externa para ser feliz e se realizar, o que pode provocar relações de subordinação em que a carência afetiva funciona como armadilha que não favorece o respeito a identidade e a construção da autonomia; a segunda questão refere-se ao fato de que é impossível alguém corresponder as expectativas do outro o tempo todo. A pessoa mais bem intencionada não tardará a perceber que ser o centro de felicidade do(a) outro(a) é um sobrepeso em sua vida. Já uma pessoa mal intencionada reconhece que tem um poder sobre o(a) outro(a) e atua, no sentido teatral da palavra, para manipular diversas situações em beneficio próprio. Olha o perigo!

Diante das questões postas, você se identifica em situação parecida? Você já encontrou seu centro de equilíbrio? Reconhece que a felicidade é uma conquista interior que se edifica na relação com o(a) outro(a), porém precisa ser marcada pela autenticidade e autoestima? Ou você ainda está no castelo esperando o príncipe encantado te salvar e te fazer feliz? Talvez você esteja assumindo o papel de príncipe que é sempre coadjuvante da história e não tem vida própria?

Desafie-se a ser protagonista, a conquistar a liberdade interior, a construir uma história inspiradora, na qual a capa possa ou não ser atraente, mas o conteúdo será contagiante, sensibilizará até os corações mais entorpecidos e os reconectará a sua própria história.


Rangel Gomes Godinho

Fonte da imagem: Google Imagens.

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